quarta-feira, 25 de abril de 2012

Protesto de professores não evita votação de projeto na ALBA E a greve continua


O professor Rui Oliveira, coordenador-geral da APLB-Sindicato, e a professora Marilene Betros, diretora jurídica e vice-coordenadora da entidade, foram enfáticos e objetivos nas entrevistas levadas ao nos jornais televisivos da noite. A GREVE CONTINUA. E continua porque o governo não honrou o acordo para reajustar os salários dos professores de acordo com o Piso Nacional, uma lei federal, sancionada pelo então presidente Lula e com novos valores assinados pela presidente Dilma, ambos do mesmo partido do governador Jaques Wagner, o que torna a situação ainda mais absurda para se entender.
Não houve nenhuma tentativa do governo de uma semana para cá, desde a ocupação da Assembleia Legislativa (AL) pelos trabalhadores em educação, de sentar à mesa e tentar negociar.
Assim, a GREVE CONTINUA NA CAPITAL E NO INTERIOR, COM A FORÇA E A CONSCIÊNCIA QUE OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO TÊM DE SOBRA. A OCUPAÇÃO NA AL CONTINUA.




O QUE DIZ A MÍDIA
Mesmo sob protestos, apitaços e gritos de guerra, a base governista da Assembleia Legislativa aprovou, por 35 a 19 votos, com duas abstenções, no início da madrugada desta quarta, 25, os dois projetos de lei, nº 19.778 e nº 19.779, que tratam do subsídio dos 5.210 docentes não licenciados e do reajuste de 3% e 4%, escalonados em 2012 e 2013, aos professores da rede pública do Estado, respectivamente. A diretora da APLB - Sindicato, Marilene Betros, afirmou para a reportagem que a greve continua – apesar de ser considerada ilegal pela Justiça.
A categoria, que mantém acampamento montado no salão da Assembleia, se reúne nesta quarta em local e horário a definir, para discutir os próximos passos do movimento antes da sanção das leis pelo governador Jaques Wagner. Dos deputados da base governista, a bancada do PCdoB – Álvaro Gomes, Fabrício e Kelly Magalhães – se abstiveram do voto.

OPINIÃO:

A LUTA DOS PROFESSORES É UMA LUTA DE TODOS OS BAIANOS. 
QUANDO A EDUCAÇÃO NÃO CUMPRE O SEU PAPEL, OS NOSSOS FILHOS SENTEM, TANTO NA DISPUTA POR UMA VAGA NUMA UNIVERSIDADE, NA BUSCA DO EMPREGO, QUANTO EM DIVERSAS ATIVIDADES DO COTIDIANO, POR TANTO O APOIO DA POPULAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA QUE A VALORIZAÇÃO DESSES PROFISSIONAIS TÃO EXCLUÍDOS, SEJA FEITA DE MANEIRA A GARANTIR UM MÍNIMO DE MELHORIA EM SUAS VIDAS E NAS DAS NOSSAS CRIANÇAS E ADULTOS QUE QUEREM E NECESSITAM APREENDER NUMA ESCOLA ESTRUTURADA E SER ORIENTADO POR UM BOM E COMPROMETIDO PROFESSOR.