Os professores da rede estadual decidiram manter a greve após assembleia realizada nesta terça-feira (29), na Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A paralisação dura 49 dias e afeta o calendário do ano letivo.
O impasse que tem retardado as negociações é que a categoria reinvidica o aumento de 22% prometidos pelo governo no ano passado, mas o governo afirma que não há recursos suficientes que atendam às exigências dos professores.
Greve poder demorar
De acordo com Rui Oliveira, Coordenador da APLB, a próxima assembleia deverá acontecer somente na próxima terça-feira, dia 5 de junho, o que sinaliza que a greve vai continuar, no mínimo, até esta data.
“Nós vamos fazer uma grande atividade na Barra, vamos fazer uma no Aeroporto, um calendário está sendo montado. A greve continua. A próxima assembleia vai ser na próxima terça e esperamos que até lá tenhamos uma saída. Caso contrário a greve vai continuar”.
Questionado sobre o caráter exclusivamente economicista da greve, Rui Oliveira avalia que não é apenas este o ponto. Segundo ele, entre hoje e amanhã deve ser votado no Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação.
“É o plano que estabelece as metas e diretrizes para educação pública brasileira. É uma peça da maior importância. Historicamente as greves da Educação são longas. No Piauí foram 86 dias, em Brasília foram 60 e na Bahia não vai ser diferente. Esperamos uma solução”, esclareceu.