segunda-feira, 7 de maio de 2012

Com salários descontados e benefícios bloqueados, professores mantêm greve; caravanas vêm do interior para reforçar

Em greve há 26 dias, com salários cortados e cartão Credicesta bloqueado por decisão judicial, os professores da rede estadual voltaram a se reunir na manhã desta segunda-feira (7), na Assembleia Legislativa da Bahia.image
Professores continuam acampados na Assembleia Legislativa

Docentes de outros municípios do estado também compareceram ao local
 com caravanas de São Gonçalo, Irará, Ipirá, Feira de Santana, Sapeaçu,
 entre outros. A ilegalidade da greve foi decretada pela justiça e multa diária
de R$ 50 mil foi imposta à categoria. Ao todo, mais de um milhão de estudantes
estão sem aulas.

O grupo planeja, para esta terça-feira (8), um protesto com panfletagem
 na região do Iguatemi. A categoria reforça que não há previsão de retorno
 às aulas até que o piso nacional seja de fato concedido.

O governo alega não ter recursos para pagar 22,22% de reajuste a todos o
 professores do Estado e veicula propaganda na TV afirmando que as 
negociações estão abertas, desde que a greve seja finalizada. Procurada,
 a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação não passou
 informações atualizadas sobre negociação com os professores.

Segundo o presidente da Associação dos Professores Licenciados da Bahia
 (APLB), Rui Oliveira, os professores grevistas querem o cumprimento de
 uma promessa, acordada entre o governo e os professores no ano passado,
 de reajuste nos salários da categoria.

Obrigado a cumprir o piso nacional determinado pelo MEC (R$ 1.451),
 porém, o governo concedeu reajuste maior (22,22%) aos professores
 sem curso superior, que ganhavam menos que o piso. Os que têm nível
 superior receberam apenas o reajuste que abrangeu todo o resto 
do funcionalismo público do Estado, 6,5%. Informações do A Tarde.