Construir
1.300 pequenas barragens subterrâneas para perenizar riachos e rios nos
246 municípios que decretaram estado de emergência por causa da seca.
Esta é a decisão do governador Jaques Wagner, depois de discutir com o
secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e com o
secretário Rui Costa, coordenador do Comitê da Seca, como aplicar os
recursos não reembolsáveis que estão sendo liberados pelo Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Ministério da
Integração (MI). São R$ 100 milhões para os estados nordestinos e Minas
Gerais aplicarem em obras estruturantes de convivência com a seca.
Á
Bahia coube R$ 22,1 milhões.O anúncio foi feito pelo secretário Eduardo
Salles, em Guanambi, durante despacho itinerante realizado no parque de
exposições da cidade, com a participação de centenas de agricultores,
presidentes de associações e cooperativas, secretários de agricultura e
prefeitos dos municípios do Território de Identidade Sertão Produtivo.
Salles
explicou as medidas emergenciais e estruturantes que o governo do
Estado está adotando, e discutiu com os agricultores as alternativas
para as cadeias produtivas da apicultura, mandiocultura, fruticultura,
bovinocultura de corte e de leite, algodão e cana-de-açúcar.
Participaram
do encontro os superintendentes da Seagri e os coordenadores e
diretores da EBDA, Adab, Bahia Pesca e CDA.A decisão do governo baiano
já foi comunicada ao BNDES/MI, que dentro de 45 dias vão assinar Acordo
de Cooperação, liberando então os recursos.