Milhares de candidatos buscam, a cada autorização de concurso anunciada ou edital lançado, uma vaga no serviço público. São homens e mulheres, de todas as idades, em busca de bons salários, estabilidade no emprego e a certeza de uma aposentadoria tranquila. No entanto, o “concurseiro” que realmente pretende se preparar bem deve seguir etapas, que vão desde a decisão pela área a ser estudada aos simulados, considerada a fase final de todo o processo que antecede as provas.
Quando ele decide estudar para concurso público, deu o passo fundamental, vislumbra o próprio futuro, mas não é tudo. É preciso que esse candidato, antes de mais nada, escolha a área que vai estudar para se debruçar sobre o conteúdo básico, aquele que será cobrado dentro de uma área específica, como fiscal ou bancária, por exemplo, independente do concurso que optar mais adiante. Seguindo esse primeiro passo, o de conhecimento das disciplinas básicas, ele terá uma boa base para quando sair o concurso pretendido.
Depois, é estudar o conteúdo específico exigido no edital. Com a publicação, o candidato poderá fazer um curso complementar, com os conteúdos que são novidade para ir se aprofundando nas disciplinas específicas, aquelas que não constam de conteúdos básicos.
É chegada a etapa seguinte, a de aplicar o que foi aprendido dentro
da sala de aula, fazer exercícios de provas anteriores da mesma banca
organizadora do concurso para o qual vem se preparando. Assim, o
candidato saberá como aquela determinada banca exigiu aquele conteúdo
naquela prova e até mesmo o que mais costuma cobrar ou não em cada
disciplina.
Porém, nem mesmo após ter feito todas as provas anteriores o
candidato pode pensar que chegou ao final da maratona. É quando deverá
voltar suas atenções para os simulados. Eles darão a exata ideia de como
será a "prova de verdade”, o processo de seleção, porque as questões
são elaboradas por professores nos moldes da banca organizadora. Assim, o
aluno poderá participar da experiência de se sentir como em um dia de
prova: ele terá quatro horas para responder o mesmo número de questões
que será exigido no concurso, com marcação de cartão-resposta.
É basicamente a simulação de uma prova. Mas para chegar a essa
etapa, aconselho que o candidato não pule as demais, porque atropelaria
todo o processo: primeiro estudar a teoria, fazendo uma turma básica ou
estudando sozinho em casa; treinar a banca com exercícios e depois se
preparar para qualquer prova que possa cair na mão dele. Assim, o
candidato – que pode ser você! - vai estar na frente dos demais que não
fizeram simulados.
Também não esqueça de ler o edital com atenção para conhecer as
regras do concurso; nele estarão todas as informações que você precisa
para garantir sua inscrição e orientar seus estudos. Outra dica é
examinar a sua rotina diária e definir os horários que dedicará ao
estudo para ter organização e tranquilidade suficientes quando estiver
entre os livros e apostilas.
Lembre-se que o desejo de ingressar em um órgão público
multiplicou-se na mesma proporção que a dificuldade de conquistar bons
empregos na iniciativa privada. As instituições governamentais oferecem
salários, em geral, superiores aos pagos pelos outros setores, além da
estabilidade oferecida. O número de inscritos em concursos públicos
aumenta a cada ano, surpreendendo até as estatais e fundações que abrem
as seleções. É gente que acredita que sonhos se transformam em realidade
e que dependem apenas do esforço pessoal de cada um.
Bons estudos!