domingo, 10 de junho de 2012

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou seguimento à suspensão de liminar da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que quer evitar o pagamento dos professores estaduais em greve.

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Com isso, manteve a decisão da desembargadora Lícia Laranjeira que determina o pagamento do salário cortado dos professores da rede estadual, em greve há 59 dias. A decisão foi publicada no site do STF.

 Segundo Rui Oliveira, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), o estado agora tem 72 horas para confirmar o pagamento dos salários, que foram cortados em 18 de abril. Com a decisão do STF de negar seguimento ao pedido, a suspensão de liminar nem chegou a ser votada pelo Supremo.
 De acordo com a PGE, o mérito da liminar não foi julgado pelo STF, que recomendou que o recurso seja direcionado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O procurador geral do estado, Rui Moraes Cruz, informou que enviará já na manhã de sábado o recurso.
A Procuradoria recorreu da decisão do Tribunal de Justiça da Bahia que determinava o pagamento dos salários considerando-a "contraditória", já que a própria Justiça caracterizou a greve dos professores da rede estadual como ilegal, ainda no mês de abril.
 Na sexta feira(8) o comando de greve se reuniu o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, pedindo que este interfira para que o governo volte à mesa de negociação, já no sábado   elaboraram uma contraproposta  ao governo e tentar dar fim à paralisação. 
Segundo o segundo-secretário da APLB, Claudemir Nonato, os professores estão preocupados com a duração da greve. "Temos compromisso com a sociedade de fazer uma contraproposta para tentar avançar a negociação", diz Nonato. "(A contraproposta) não é aquilo que nós queremos, que reivindicamos, mas deve por fim à greve", acredita.
 De acordo com Nonato, a última proposta apresentada pelo governo do estado pela imprensa foi diferente do que foi apresentado aos professores na reunião na sede do Ministério Público no último dia 4.
 "Ele não divulgou um detalhamento da proposta que foi colocado para nós na reunião. Tem a revogação da PL, que traz no seu conteúdo reajustes para 2013 e 2014, nem a intenção de não fazer o avanço horizontal, as promoções, em 2011 e 2012", explica, se referindo ao Projeto de Lei 12.364. 
 A proposta do governo, além de revogar o PL e a suspensão por dois anos das promoções, é de 7% de aumento em novembro e outros 7% em abril de 2013. Além desses reajustes, o 6,5% já concedido pelo governo seria mantido. Os 22% de aumento pleiteados pelos professores serão cumpridos nesse contexto, em ganho real, segundo o governador Jaques Wagner.
 Nonato também diz que a discordância agora não está mais na porcentagem. "O governo já admitiu que vai cumprir esse aumento. Não tem problema no número, e sim no prazo e no conteúdo. Queremos que seja para todos os professores". Segundo ele, a categoria vai reivindicar que a promoção de grau seja para todos os professores, mesmo os que não estão atuando em sala de aula e estejam em outras funções, e os probatórios. 

Professores em greve têm assembleia marcada para terça-feira.. Informações do Correio.